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Vol. 30. Issue S3.
Infecto RIO 2026
(July 2026)
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Infecto RIO 2026
(July 2026)
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#000084 — SEPSE RELACIONADA A STENOTROPHOMONAS MALTOPHILIA COMPLEXO/STENOTROPHOMONAS MURIS EM PACIENTES DE TERAPIA INTENSIVA DO RIO DE JANEIRO: COORTE LONGITUDINAL PROSPECTIVA UNICÊNTRICA

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Marisa Zenaide Ribeiro Gomesa, Renata Cristina Amorim Silveira Verducb, Letícia Vellozo dos Reisb, André Monteiro de Barros Titonellia, Victoria Holanda Erbiste Seabraa, Caio Augusto Santos Rodriguesb, Carlos Eduardo Raymundoc, Thiago Pavoni Gomes Chagasd, Dândrea Driely de Melo Ferraria, Robson Leãoe, Edson Machadoa, Marcos Catanhoa
a Instituto Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
b Hospital Federal dos Servidores do Estado, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
c Faculdade de Ciências Médicas, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil
d Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense (UFF), Niterói, RJ, Brasil
e Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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Vol. 30. Issue S3

Infecto RIO 2026

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Stenotrophomonas maltophilia complexo (SMC) apresenta alta resistência aos antimicrobianos (AM), afeta pacientes imunocomprometidos e não é coberto pela terapia AM empírica da sepse. Embora haja literatura crescente sobre SMC, não há estudos longitudinais em Sepse Relacionada a SMC (SR-SMC). Métodos: Subprojeto de uma coorte prospectiva, longitudinal e híbrida de pacientes internados em uma UTI clínico-cirúrgica de hospital terciário, federal, do Rio de Janeiro, que investigou por 29 meses (2015 a 2017), episódios únicos e recorrentes de sepse-2 e/ou sepse-3 adaptado. Nesse subprojeto, foram incluídos todos os episódios de pacientes que tiveram a detecção de SMC em qualquer material clínico. Resultados: Entre 933 admissões (11.108 pacientes-dia), foram incluídos 374 episódios de sepse hospitalar em 242 pacientes na coorte. SMC (27 isolados - 23% dos pacientes com resultado post-mortem ou tardio) foi associado a 14% (52/374) desses episódios, em 9% (22/242) dos pacientes, sendo a etiologia da sepse em 38% (20/52) dos episódios, em 77% (17/22) dos pacientes. A maioria dos pacientes desenvolveu infecção (82%, 18/22) e o restante colonização. A sepse foi polimicrobiana em 75% (15/20) e 40% (21/52) dos episódios causados e associados a SMC, respectivamente, com outros Bacilos Gram-negativos Não Fermentadores (BGN-NF, 67%), sendo pneumonia associada à ventilação mecânica o principal foco. Detectamos superinfecção por SMC em 28% (5/18) dos episódios válidos, e infecção recorrente em 11% (2/18). A densidade de incidência de SR-SMC foi 5,52/1.000 pacientes-dia (95% IC: 3,99 – 7,43/1000), com razão 3,5 vezes maior durante o estudo, e formação de clusters espaço-temporais (p ≤ 0.04). Análises do genoma completo (ANI, Mash distance e SNPs) de dois isolados aleatoriamente preservados, com proximidade espaço-temporal, em pacientes pré e durante um dos clusters, identificaram Stenotrophomonas muris com elevado relacionamento genético. A mortalidade hospitalar geral foi de 68% (15/22; 95% IC:45%-86%) e as ocorrências regrediram após a morte de 9 entre 10 pacientes. Conclusões. SMC teve papel relevante e crescente na sepse hospitalar tratada em UTI, de forma recorrente e polimicrobiana, com outros BGN-NF, sugerindo sazonalidade e surtos. Importante distinguir S. muris devido a relato de diferenças em virulência e suscetibilidade aos AM. Aprimorar o diagnóstico e manejo precoce da SR-SMC é prioridade, e o seu isolamento em pacientes sépticos deve ser considerado.

Conflito de interesse

Os autores declaram não há conflitos de interesse.

Comitê de ética

Aprovado pelos CEP FIOCRUZ e HFSE (CAAE: 39978114.5.0000.5248; 39978114.5.3002.5252).

Há Financiamento? Especifique

Este estudo contou com bolsas da FAPERJ, CNPq, CAPES e CIEE-FIOCRUZ, apoio de voluntários do IOC-FIOCRUZ e uso do sistema REDCap com suporte da Vanderbilt University desde 2016.

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