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Vol. 30. Issue S3.
Infecto RIO 2026
(July 2026)
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Infecto RIO 2026
(July 2026)
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#000069 — SEGURANÇA E VIABILIDADE DO TREINAMENTO FÍSICO INTERVALADO MULTIMODAL NO AMBIENTE HOSPITALAR EM PESSOAS QUE VIVEM COM HIV/AIDS E SARCOPENIA.

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Ana Cristina Nascimento Sampaioa, Dimas Curitiba Orem Santosa, Cintia Cusumotoa, Raiany Oliveira Costa Felixa, Kátia Silva Cavallaro Torresb, Mauro Felippe Felix Medianoa, Monica Rodrigues Da Cruza
a Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/FIOCRUZ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil
b Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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Vol. 30. Issue S3

Infecto RIO 2026

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Introdução

A hospitalização de pessoas vivendo com HIV (PVHIV) associa-se ao declínio do desempenho físico e funcional. O treinamento físico em PVHIV pode minimizar essas complicações; contudo, faltam evidências sobre segurança e viabilidade durante a hospitalização.

Objetivo

Avaliar a segurança e a viabilidade de um treinamento físico intervalado multimodal em PVHIV/AIDS sarcopênicas hospitalizadas.

Materiais e métodos

Trata-se de um estudo prospectivo de intervenção (dezembro/2025 a março/2026) realizado em um hospital de doenças infecciosas. Incluíram-se PVHIV (18–60 anos) com provável sarcopenia, definida por preensão palmar reduzida, teste de sentar e levantar (TSL) > 15 gt; 15 s ou incapacidade de realizar, e/ou velocidade de marcha ≤ 0,8 m/s. O protocolo consistiu em treinamento intervalado multimodal (aeróbico e resistido), uma sessão diária de 30 minutos, por seis dias consecutivos ou até a alta. A segurança foi avaliada pela ocorrência de eventos adversos (instabilidade hemodinâmica ou ventilatória, SpO₂ < 86% ou dispneia >7 na escala de Borg). A taxa de eventos adversos foi calculada pela razão entre os eventos registrados e as sessões realizadas. Viabilidade foi avaliada pela razão sessões realizadas/prescritas, interrupções e suspensões por critério clínico, recusa ou alta hospitalar. Foi realizada estatística descritiva.

Resultados

Foram incluídos 12 pacientes, 33% do sexo masculino, com idade média de 38,5 ± 10,5 anos. A força de preensão palmar apresentou mediana de 11,0 KgF (IIQ: 8,0–12,5) entre as mulheres e de 31,5 KgF (IIQ: 22,8–39,0) entre os homens. O TSL apresentou mediana de 14,8 segundos (IIQ: 11,8–21,0) e 3 pacientes incapazes. A velocidade de marcha apresentou mediana de 0,53 m/s (IIQ: 0,41–0,74 m/s) sugerindo pior desempenho físico. Na análise da segurança não foram observados eventos adversos relacionados ao treinamento. Foram previstas um total de 72 sessões. Para análise da viabilidade, 45 (62,5%) sessões foram realizadas; destas, 36 (80%) foram completadas e 9 (20%) interrompidas, sendo 78% por solicitação do paciente. Das 27 sessões não realizadas, 11 (40,7%) por recusa, 7 (26%) por alta hospitalar antes da conclusão do protocolo e 9 (33,3%) por critérios clínicos.

Conclusão

O treinamento físico intervalado foi viável e seguro em ambiente hospitalar, evidenciando o predomínio de sessões completadas, baixa suspensão por critérios clínicos e ausência de eventos adversos em PVHIV hospitalizadas.

Conflito de interesse

Não há conflito de interesse.

Comitê de ética

CAAE: 90060625.7.0000.5262.

Há Financiamento? Especifique

Não há financiamento.

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