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Vol. 30. Issue S3.
Infecto RIO 2026
(July 2026)
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Infecto RIO 2026
(July 2026)
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#000048 — IMPLANTAÇÃO DO RASTREAMENTO COM TESTE RÁPIDO DE ANTÍGENO CRIPTOCÓCICO (LF-CRAG) EM PESSOAS VIVENDO COM HIV E CD4 ≤ 200 CÉLULAS/MM³ NA REDE LABORATORIAL DE BIOLOGIA MOLECULAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

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Juliana Rebello Gomesa, Jadir Rodrigues Fagundes Netob, Shirlei Ferreira de Aguiara, Raquel Toste Ávila Magalhães da Motaa, Gustavo Costa Neya
a Secretaria de Estado de Saúde, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
b SIERJ, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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Vol. 30. Issue S3

Infecto RIO 2026

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Introdução

A criptococose permanece como importante causa de morbimortalidade entre Pessoas Vivendo com HIV (PVHIV), especialmente na presença de imunossupressão avançada. Estratégias de rastreamento são fundamentais para reduzir a mortalidade associada à meningite criptocócica. No Brasil, o teste rápido de antígeno criptocócico por ensaio de fluxo lateral (LF-CrAg) foi incorporado ao Sistema Único de Saúde como ferramenta para rastreamento e diagnóstico precoce, exigindo processos de implementação integrados aos sistemas laboratoriais, assistenciais e de vigilância em saúde.

Material e métodos

Em abril de 2025, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro iniciou a implantação sistemática do LF-CrAg na Rede Laboratorial de Biologia Molecular, responsável pelos exames de carga viral e CD4/CD8. O teste passou a serem realizadas em todas as amostras de PVHIV com contagem de CD4 ≤200 células/mm³. As amostras foram registradas no Sistema Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL). Resultados reagentes foram comunicados imediatamente aos pontos focais municipais previamente definidos, utilizando identificadores padronizados, com o objetivo de assegurar resposta clínica oportuna, integração entre níveis de atenção e adesão aos protocolos nacionais vigentes.

Resultados

Entre maio e novembro de 2025, foram testadas 1.636 amostras de PVHIV com CD4 ≤ 200 células/mm³. Destas, 83 apresentaram resultado reagente para CrAg, correspondendo a uma prevalência global de 5,1%. A positividade mensal variou entre 3,2% e 8,3%, com maiores proporções observadas nos meses de julho (8,3%) e outubro (6,9%). No mês de junho, não foram identificados casos reagentes. A padronização do fluxo laboratorial permitiu comunicação tempestiva dos resultados e acionamento oportuno dos serviços assistenciais municipais.

Conclusões

A implantação do rastreamento rotineiro com LF-CrAg mostrou-se viável no contexto da rede laboratorial estadual e efetiva para a identificação precoce da infecção criptocócica em PVHIV com imunossupressão avançada. Os resultados evidenciam a relevância de estratégias de implementação baseadas na integração entre sistemas laboratoriais, vigilância e gestão municipal. O modelo adotado fortalece a resposta programática e contribui para a redução da morbimortalidade associada à criptococose no contexto do HIV.

Conflito de Interesse

Não.

Comitê de ética

Não.

Há Financiamento? Especifique

Não.

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The Brazilian Journal of Infectious Diseases
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