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Vol. 30. Issue S3.
Infecto RIO 2026
(July 2026)
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#000036 — DESAFIOS NO MANEJO HOSPITALAR DA TUBERCULOSE EXTENSIVAMENTE RESISTENTE: PRINCIPAIS BARREIRAS PARA ADESÃO DO TRATAMENTO

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Yasmin Martins de Souza, Fernanda Cristina Corrêa de Almeida Gomes, Nicolas Guedes Hoffmann, Juliana de Brito Tavares
Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, Fundação Oswaldo Cruz (INI/FIOCRUZ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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Vol. 30. Issue S3

Infecto RIO 2026

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Introdução

A Tuberculose Extensivamente Resistente (TB-XDR) representa uma das formas mais complexas da tuberculose, definida como aquela causada por cepas de Mycobacterium tuberculosis resistentes à rifampicina e à isoniazida, além de resistência a qualquer fluoroquinolona e à resistência à linezolida ou bedaquilina, associada à elevada morbidade, esquemas terapêuticos prolongados e maior risco de abandono. Barreiras sociais e assistenciais, como isolamento prolongado, restrições ao contato familiar e dificuldades na administração de regimes terapêuticos complexos, impactam diretamente a adesão, especialmente durante internações com limitações institucionais.

Relato do caso

Mulher cis, 28 anos, HIV negativo, com tuberculose pulmonar desde 2023 e múltiplos abandonos prévios. Teste molecular evidenciou resistência à rifampicina e às fluoroquinolonas, confirmando TB-XDR. Internada para início de esquema individualizado, apresentava BAAR (+++), lesões cavitárias bilaterais extensas, desnutrição e anemia. Permaneceu sob restrição de circulação conforme protocolo institucional para tuberculose ativa, com resistência à permanência hospitalar por demandas familiares. Recebeu acompanhamento multiprofissional durante a internação. Evoluiu com melhora clínica progressiva, redução da carga bacilar e maior adesão ao tratamento, sendo posteriormente encaminhada para seguimento ambulatorial.

Comentários

O caso evidencia que o manejo da TB-XDR ultrapassa o desafio microbiológico. Fatores como isolamento e restrições hospitalares podem intensificar o sentimento de solidão e exclusão, fortalecendo barreiras sociais e emocionais, impactando diretamente a adesão ao tratamento. Estratégias institucionais integradas, como suporte psicossocial e atuação multiprofissional contínua, adotadas nesse caso, são fundamentais para minimizar esses impactos, evitar abandono e garantir a continuidade terapêutica.

Conflito de interesse

Os autores declaram não possuir conflitos de interesse relacionados à elaboração e publicação deste trabalho.

Comitê de ética

Por ser relato de caso sem identificação do paciente, não houve necessidade de Comitê de Ética.

Há Financiamento? Especifique

O presente estudo não recebeu financiamento de instituições públicas, privadas ou organizações sem fins lucrativos.

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