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Vol. 30. Issue S3.
Infecto RIO 2026
(July 2026)
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(July 2026)
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#000021 — A HUMANIZAÇÃO DO CUIDADO E O ENFRENTAMENTO DO ESTIGMA EM PACIENTES COM COINFECÇÃO HIV/TUBERCULOSE EM ISOLAMENTO RESPIRATÓRIO NO CONTEXTO HOSPITALAR

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Mariana Machay Pinto Nogueira, Christiane Malta da Silva, Ana Claudia da Silva Vieira, Damiana Fortunato Fonseca Rangel
Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/FIOCRUZ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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Vol. 30. Issue S3

Infecto RIO 2026

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A coinfecção HIV/tuberculose (TB) constitui um dos mais desafiadores problemas da saúde pública contemporânea, sendo a TB a principal causa de mortalidade entre pessoas vivendo com HIV. A sobreposição do adoecimento e isolamento, é agravada por estigmas sociais que promovem exclusão, retardam o diagnóstico e intensificam o sofrimento psíquico. No ambiente hospitalar, o isolamento respiratório revela-se indispensável para conter a transmissão do Mycobacterium tuberculosis; todavia, sua imposição pode desencadear sentimentos de solidão, impotência e vergonha, comprometendo a saúde mental e a adesão ao tratamento. Diante desse cenário, estratégias de humanização mostram-se essenciais para atenuar a desvalorização social do paciente e assegurar a integralidade assistencial. Este trabalho tem por objetivo relatar a experiência da equipe de enfermagem na implementação de estratégias assistenciais voltadas à humanização do cuidado e à redução do estigma vivenciado por pacientes com coinfecção HIV/TB submetidos a isolamento respiratório prolongado. Trata-se da análise da prática assistencial desenvolvida em hospital de referência, onde foram adotadas intervenções que visam ressignificar a experiência do isolamento, tais como: visitas externas em áreas seguras, banho de sol supervisionado, celebração de aniversários, videochamadas com a rede de apoio, atividades de arteterapia e assistência espiritual por meio da capelania hospitalar. Adicionalmente, os profissionais de enfermagem receberam capacitação continuada acerca do atendimento a populações vulneráveis, com ênfase em escuta ativa, respeito às individualidades e identificação precoce de sofrimento psíquico. A gestão institucional assegurou suporte organizacional e disponibilidade ininterrupta de equipamentos de proteção individual. Os resultados evidenciam impacto positivo tanto na experiência subjetiva dos pacientes quanto em seus desfechos clínicos. O caso de maior representatividade — “Caso Clô” — retrata um paciente com HIV/TB e neurotoxoplasmose que, em estado crítico, apresentava limitações motoras severas e lesão por pressão estágio 4. Submetido a reabilitação multiprofissional associado à aplicação intensiva das estratégias de humanização, evoluiu favoravelmente, recebendo alta hospitalar sem sequelas funcionais e retomando plenamente suas atividades de vida diária.

Conflito de interesse

Os autores declaram inexistirem conflitos de interesses pessoais, profissionais, financeiros ou institucionais relacionados a este manuscrito.

Comitê de ética

Relato institucional sem identificação do sujeito dispensa CEP, conforme CNS 510/2016.

Há Financiamento? Especifique

Trata-se de relato de experiência sem apoio financeiro.

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