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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 83-84 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 83-84 (December 2018)
EP‐097
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.159
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ENDOCARDITE INFECCIOSA POR PROTEUS MIRABILIS EM CRIANÇA: RELATO DE CASO
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Laura de Almeida Lanzoni, Renata R.S. da Silva, Tyane de Almeida Pinto, Bruno Araújo Jardim, Tatiane Emi Hirose, Andrea M.O. Rossoni, Tony Tannous Tahan
Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Curitiba, PR, Brasil
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Data: 18/10/2018 ‐ Sala: TV 9 ‐ Horário: 13:30‐13:35 ‐ Forma de Apresentação: E‐pôster (pôster eletrônico)

Introdução: A endocardite infecciosa (EI) é uma infecção que ocorre no endocárdio, principalmente nas valvas cardíacas, e tem como etiologia bactérias ou fungos. Afeta, na maioria dos casos, pacientes com cardiopatias congênitas e o uso de cateter venoso central apresenta um maior risco para pacientes sem outras enfermidades. Dos casos de EI, 90% são causados por Streptococccus viridans, Staphylococcus aureus e Enterococcus sp. Proteus sp é um agente comum de infecção urinária e raramente causa EI, está relacionado, nesses casos, com alta morbimortalidade.

Objetivo: Apresentar e discutir um caso de EI causado por Proteus mirabilis em paciente pediátrico, bem como a terapêutica aplicada.

Metodologia: Paciente de dois anos e seis meses, portador de leucemia linfoide aguda, cromossomo Philadelfia positivo, em tratamento, em uso de cateter totalmente implantado (CTI) havia um ano. Foi levado a atendimento médico pelos responsáveis com queixa de febre, após cinco dias da última quimioterapia. Não apresentava alterações ao exame físico de admissão. Recebeu diagnóstico de neutropenia febril pós‐quimioterapia e foi hospitalizado, foi iniciado tratamento com cefepima. Após identificação preliminar de crescimento de bacilo gram‐negativo (BGN) em hemocultura, escalonou‐se antibioticoterapia para meropenem. Investigação com ecocardiograma transtorácico (ETT) evidenciou presença de cateter próximo à valva tricúspide, com pequena vegetação na ponta, media 0,5x0,4mm. O BGN isolado em três hemoculturas consecutivas foi identificado como Proteus mirabilis e confirmado o diagnóstico de EI, procedeu‐se à retirada do CTI e ajuste de esquema antimicrobiano para cefotaxima e gentamicina. A partir do 13° dia de tratamento, manteve‐se afebril e foram feitos ETT, todos com ausência de vegetação.

Discussão/conclusão: A EI é uma doença de difícil diagnóstico, já que o quadro clínico pode apresentar um amplo espectro de achados. Para definição diagnóstica, usam‐se os critérios de Duke modificados, os quais agrupam achados clínicos, microbiológicos e ecocardiográficos. A espécie P. mirabilis, em crianças, é patógeno frequente de bacteremias relacionadas a cateter em pacientes críticos, porém raramente causa EI, por sua baixa capacidade de adesão às valvas cardíacas. No caso descrito, um pré‐escolar com fator de risco para EI (uso de CTI) apresentava febre refratária ao uso de antibióticos. A alta suspeição de EI levou ao diagnóstico precoce da doença e após identificação microbiológica foi possível guiar o esquema antimicrobiano.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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