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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 4 (December 2018)
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Vol. 22. Issue S1.
11° Congresso Paulista de Infectologia
Pages 4 (December 2018)
OR‐06
DOI: 10.1016/j.bjid.2018.10.007
Open Access
A CONFIABILIDADE DO DIAGNÓSTICO CLÍNICO DA DENGUE EM UMA REGIÃO DE ALTA ENDEMICIDADE
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Elis Regina da Silva Ferrei, Ana Carolina de Oliveira Gon, Eduardo Undurraga, Mauricio Lacerda Nogueira, Natal Santos da Silva
Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), São José do Rio Preto, SP, Brasil
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Data: 18/10/2018 ‐ Sala: 2 ‐ Horário: 15:40‐15:50 ‐ Forma de Apresentação: Apresentação oral

Introdução: O diagnóstico clínico exclusivo da dengue pode ser feito a partir dos critérios definidos pelas diretrizes da Organização Mundial da Saúde para estabelecer o tratamento precoce. Porém, é frequente que esse diagnóstico esteja sujeito a erros, principalmente por depender diretamente da experiência do médico ou da intensidade das manifestações clínicas do paciente.

Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar a confiabilidade do diagnóstico clínico de dengue numa área endêmica.

Metodologia: Foram analisados retrospectivamente 119.589 pacientes notificados entre 1998 e 2012 em São José do Rio Preto, São Paulo. As manifestações clínicas gerais (como febre e cefaleia), extravasamento plasmático, manifestações hemorrágicas, insuficiência orgânica e diagnóstico laboratorial foram avaliados. A sensibilidade, a especificidade, o valor preditivo positivo (VPP) e o valor preditivo negativo (VPN) do diagnóstico clínico foram calculados. Posteriormente, definiu‐se o grau de concordância entre os diagnósticos clínico e laboratorial (Elisa‐IgM, reação em cadeia da polimerase [PCR] e pesquisa da proteína não estrutural 1‐NS1) pelo coeficiente kappa de Cohen.

Resultado: A PCR foi feita em 796 (0,07%) pacientes, NS1 em 7.104 (5,9%) e Elisa‐IgM em 60.447 (50,5%). Com o uso do Elisa‐IgM como referência, a sensibilidade do diagnóstico clínico baseado nas diferentes manifestações gerais oscilou entre 27,19% e 96,55%, a especificidade entre 8,94% e 71,19%, o VPP entre 40,26% e 57,75%, o VPN entre 48,59% e 69,39%, com concordância leve (k=0,01‐0,20). As manifestações hemorrágicas apresentaram também sensibidades extremamente baixas (0,7% a 50,1%). Fixando‐se a PCR como referência, essa sensibilidade ainda foi baixa (2,0% a 51,35%), assim como relação a NS1 (25,0% a 50,0%), com baixo grau de concordância entre todas as manifestações hemorrágicas e os exames laboratoriais (k=0,01‐0,20). Similarmente, com Elisa‐IgM ou PCR como padrão, as sensibilidades para extravasamento plasmático e falência de órgão foram menores do que 50% e houve baixa concordância.

Discussão/conclusão: Para alguns autores, o uso do diagnóstico clínico contribui para elevar a sensibilidade do diagnósticos de dengue e diminuir o número de pacientes graves. Porém, diagnósticos imprecisos de dengue podem sobrecarregar o sistema de saúde ou ocultar casos de outras doenças com sintomatologia semelhante. Portanto, o diagnóstico clínico da dengue sem o apoio laboratorial representa um baixo grau de certeza sobre a presença dessa doença no paciente.

The Brazilian Journal of Infectious Diseases

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